Brasil, Sexta, 27 de janeiro de 2012

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Artigos & Opiniões
- Falta de emprego é maior entre jovens, mulheres e inexperientes
- Biblioteca de Brasília será 1ª do país com 100% de acervo digital, diz GDF
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- Qualidade de crédito do consumidor melhora no 4º trimestre
- Brasil tem menor taxa de desemprego desde 2002

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- Grupo de trabalho prioriza sustentabilidade nos negócios dos empreendedores individuais
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- César Callegari será o novo secretário de Educação Básica do MEC
Ensino
- Finep terá linha de crédito progressiva para empresas que investem em inovação tecnológica
- Projeto prevê voto paritário na escolha de dirigentes universitários
- Alemanha tem mais universidades de artes que qualquer outro país
- Mais da metade das vagas do Sisu sobram na primeira chamada
Enem
- Cespe apresenta proposta para apriomorar o Enem
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- USP sem fronteiras
- Igreja Universal anunciou que vai construir uma universidade em Angola
- RS: por engano, universidade vaza dados de 20 mil alunos



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Publicações
Falta de emprego é maior entre jovens, mulheres e inexperientes
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:10 hs.
27/01/2012 - O desemprego brasileiro tem uma cara jovem, feminina, de média escolaridade e inexperiente. Para pessoas com essas características, a taxa de desocupação no Brasil é bem superior à taxa global de 4,7% registrada em dezembro do ano passado segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No último mês do ano passado, 1,1 milhão de pessoas estavam desempregadas nas seis capitais pesquisadas. Desses, 213 mil buscavam o primeiro emprego.

Karina Pereira, de 18 anos, é um exemplo desse perfil. Ela acabou de completar o ensino médio e está procurando o primeiro emprego. Karina gostaria de trabalhar como assistente-administrativo ou na área de informática, já que pretende começar neste ano uma faculdade de ciências da computação. Encontrar um trabalho está entre as condições para cursar - e pagar - a faculdade. "Desde que me formei, meus pais, tios e amigos da família estão tentando me indicar trabalhos, mas até agora não encontrei nenhum. Estou ansiosa para começar", diz a jovem, que foi ontem pela primeira vez a um Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) em São Paulo montar o seu perfil profissional e buscar vagas disponíveis. Não conseguiu nada. A pretensão salarial de Karina é de R$ 1 mil, "mas acho que devo receber mesmo é R$ 900 no primeiro emprego". Talvez a jovem esteja sendo muito otimista. Priscila Delphino, de Osasco, também tem 18 anos e procura o seu primeiro trabalho. Ela já foi duas vezes ao CAT e ontem saiu com uma entrevista marcada para recepcionista de cinema em um shopping. O salário oferecido pela empresa é o mínimo (R$ 622), abaixo da sua pretensão (R$ 900). Entre as vagas compatíveis com o perfil de Priscila, essa era a única que não exigia experiência. Ela chegou a fazer ensino médio técnico em gestão de empresas, mas as oportunidades em recursos humanos, área de interesse da jovem, não consideram o curso técnico como experiência. Ela conta que menos de um terço da sua turma de 22 alunos conseguiu emprego até agora.

A taxa de desocupação entre as mulheres fechou o ano passado em 6%, mas entre os homens o índice é de 3,7%. Essa diferença é histórica, mas, segundo especialistas consultados pelo Valor, vem diminuindo. "Um exemplo desse fenômeno é a redução da oferta de empregadas domésticas. As mulheres [com menos qualificação] buscam empregos em serviços, sendo que a renda não é, necessariamente, maior, mas há a questão do status social e de o trabalho ser mais regulamentado, com condições mais claras", afirma José Márcio Camargo, especialista em mercado de trabalho da PUC-Rio.

O pesquisador também aponta a falta de conhecimento sobre o novo profissional como um problema. "Há assimetria de informações entre a empresa que disponibiliza a vaga e o candidato que quer ser empregado. Oferecer um salário compatível com a produtividade do trabalhador em seu primeiro emprego é extremamente difícil", diz.

Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, relata assim a dificuldade do jovem: "Não tenho experiência, logo não consigo emprego; mas se não tenho emprego, não adquiro experiência". diz. "Além disso, muitos não querem a mesma profissão dos pais. Filho de peão, peãozinho não é, pois eles já cursaram o ensino médio", diz ele.

O desemprego no Brasil também é mais baixo entre aqueles com poucos anos de estudo (3,7%) ou aqueles com ensino superior (4,5%). Para quem tem entre oito e dez anos de estudo, o que significa ter concluído pelo menos o ensino fundamental e, no máximo, o ensino médio, a desocupação é de 7%.

Para Luiz Scorzafave, professor de economia da USP em Ribeirão Preto, há três principais hipóteses que justificam o desemprego maior entre as pessoas com nível escolar médio. "A quantidade de pessoas com nível médio incompleto está aumentando no mercado de trabalho e não há geração de vagas suficientes para essa qualificação. Além disso, como as pessoas estão estudando mais, a quantidade de postos de trabalho para pessoas com baixa escolaridade consegue atender a oferta. Finalmente, o número de pessoas com ensino superior está aumentando e elas têm um leque de opções maior. A pessoa com ensino superior pode exercer funções de quem tem menos qualificação. O contrário não é verdadeiro."

Para Camargo, calcular a produtividade do candidato está entre as dificuldades que influenciam na taxa de ocupação do profissional com nível de escolaridade média. "Sobre o profissional mais qualificado, é fácil conseguir informações da qualidade da universidade cursada, por exemplo. No nível intermediário, não há informações disponíveis", diz ele.

Apesar de o desemprego maior entre os jovens ser comum aos mercados de trabalho em todo o mundo, a falta de medidas que evitem o agravamento desse cenário pode trazer frustrações e atrapalhar o andamento da economia brasileira. Scorzafave alerta para o risco da informalidade. "Essa busca frustrada pelo primeiro emprego pode incentivar a informalidade. Um profissional relativamente qualificado pode aceitar se inserir de maneira mais precária no mercado de trabalho."

O professor da USP-Ribeirão destaca a importância de investimentos para manter os alunos na escola e aumentar os anos de estudo. "Com mais tempo na escola, o jovem retarda a procura do primeiro emprego, entra no mercado mais qualificado e começa a contribuir com a previdência mais tarde, retardando a aposentadoria. São vários os aspectos positivos para o país", destaca.
Fonte: Valor Econômico
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Biblioteca de Brasília será 1ª do país com 100% de acervo digital, diz GDF
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:57 hs.
27/01/2012 - Governo espera que digitalização seja concluída até aniversário de Brasília. Parceria com ministério vai criar programa de registro digital.

Do G1 DF

A Biblioteca Nacional de Brasília, no Complexo Cultural da República, será a primeira do país a ter 100% do acervo digitalizado. Segundo o GDF, a digitalização deve ser concluída até o aniversário de Brasília, em 21 de abril, e todos os livros poderão ser consultados pela internet.

O GDF diz que deve assinar um acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) até o fim de fevereiro para possibilitar o desenvolvimento de um programa que registrará toda a obra da biblioteca em uma plataforma digital.

Atualmente, a Biblioteca Nacional recebe em média 470 visitantes por dia e tem 100 mil livros, dos quais 12 mil estão catalogados e devem ser digitalizados inicialmente. Eles estarão disponíveis em um site que ainda será criado.

A Biblioteca Nacional de Brasília fica ao lado do Museu da República, próximo à Rodoviária do Plano Piloto, na Esplanada dos Ministérios.
Fonte: G1 - Portal Globo
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Qualidade de crédito do consumidor melhora no 4º trimestre
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:31 hs.
27/01/2012 - A qualidade do crédito ao consumidor melhorou no último trimestre de 2011, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (27/01) pela Serasa Experian.

O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor que avalia, numa escala de 0 a 100, subiu para 80,2 pontos no último trimestre de 2011.

Vale lembrar que quanto maior o número, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência, caso este consumidor venha a requerer crédito.

"A desaceleração da inflação, a redução dos juros, a manutenção de patamares mínimos históricos para a taxa de desemprego e o crescimento mais moderado do endividamento são elementos que auxiliaram na diminuição do risco de inadimplência dos consumidores ao final do ano passado", afirmaram em comunicado os economistas da Serasa.

Neste sentido, a melhora da qualidade de crédito ficou mais concentrada nas camadas de renda mais baixa da população.

Para os consumidores que ganham até R$ 500 por mês, o indicador passou de 75,8 para 75,9 pontos e para aqueles que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 no mês houve crescimento de 79,2 para 79,3 pontos.

Em relação as camadas intermediárias de renda, houve estabilidade ou queda na qualidade de crédito do consumidor.

Os que ganham mais de R$ 10 mil também acusaram melhora na sua qualidade de crédito, com o indicador passando de 93,6 para 93,8 pontos.
Fonte: Jornal Brasil Econômico
Publicações
Brasil tem menor taxa de desemprego desde 2002
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:53 hs.
27/01/2012 - A taxa de desemprego no Brasil no ano passado foi de 6%, a mais baixa desde pelo menos 2002, segundo o IBGE.

No ano anterior, o índice havia sido de 6,7%.

Com essa nova taxa, o Brasil obteve índices melhores do que os países desenvolvidos e equivalentes aos latino-americanos e emergentes -exceto China e México, segundo projeções do FMI.

O bom desempenho, que levou a taxa a cair para 4,7% em dezembro - a mais baixa de todas-, se deu mais pela redução da procura de trabalho que pelo crescimento da abertura de vagas.
Fonte: Valor Econômico
Ensino Superior
Unesco contrata consultores para atuar na Diretoria de Educação a Distância e Básica Presencial da Capes
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:45 hs.
27/01/2012 - A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulga o edital nº 01/2012, que traz informações sobre a contratação de consultoria especializada para elaboração de estudo propositivo referente ao processo de organização e disseminação de documentos, informações e orientações relativos aos programas de fomento à formação de professores e valorização do magistério da Educação Básica e aos polos de apoio presencial da Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Para candidatar é necessário graduação preferencialmente nas áreas de ciências humanas ou sociais aplicadas e pós-graduação nas áreas de administração, educação ou ciência da informação. Também é necessário experiência mínima de dois anos em projetos e/ou pesquisa no uso de tecnologias voltadas para educação a distância (EaD) e desejável experiência com ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) e em diagnósticos institucionais.

A vigência do contrato será de quatro meses (de 13 de fevereiro a 15 de junho) e o valor total do contrato para o período é de R$ 30 mil. Os interessados deverão enviar o CV até o dia 1º de fevereiro para o e-mail cgti@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , indicando o número do edital (01/2012). Serão desconsiderados os CVs remetidos após a data limite indicada neste edital.

Mais informações no Termo de Referência disponível na página da Capes.
Fonte: Portal Capes
Ensino Superior
Cespe apresenta proposta para apriomorar o Enem
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:27 hs.
27/01/2012 - O Cespe/UnB vai sugerir ao Ministério da Educação ajustes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Será apresentada uma proposta de reforma no sistema de correção das redações, de forma a contemplar pontos polêmicos do atual debate sobre o assunto, tais como minimização de erros, mais tempo para o avaliador e acesso ao texto por parte de candidato que questione a nota. A ideia vai ao encontro do compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff. “Meu governo fará tudo, o possivel e o impossível para melhorar o Enem”, disse Dilma na posse do novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Segundo o professor Luiz Mario Couto, coordenador de provas do Cespe, “pode-se melhorar o sistema atual, onde o erro é muito pequeno, para torná-lo desprezível”. Lembra, no entanto, que é da natureza de um sistema apresentar algum erro, por mínimo que seja. Ele exemplifica com uma analogia: para transferir 60 litros de água de depósito para outro, é possível recorrer a três caminhos: fazer retiradas com um recipiente de 20 litros, com pequenas perdas de líquido, em virtude do tamanho do “balde”; usar uma cuba graduada, que minimizará o prejuízo; e recorrer a uma cuba mais precisa, que tornará quase imperceptível a quantidade de água desperdiçada. “Custará mais caro, mas será mais eficiente, obviamente”, argumenta Luiz Mario.

Ele lembrou que, embora as críticas ao modelo de correção tenham ganhado grande repercussão, seu nível de confiabilidade é de 99,9%. Ou seja, os problemas chegam a 0,01% dos estudantes. Em 8 milhões de correções, houve seis questionamentos. “Estamos olhando para estes, e não para os 99,9% de acerto”, afirma Luiz Mario.

Competências - Sobre recente reportagem de TV, que questionou o modelo de correção e mostrou um aluno reclamando da nota de sua redação, o Cespe informa que o texto tem que apresentar cinco competências, segundo a cartilha do Inep e o edital do Enem: 1) demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita; 2) compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estrturais do texto dissertativo-argumentativo; 3) selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; 4) demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e 5) elaborar proposta de solução para o problema abordado, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

“Uma redação pode ser boa, mas não atender a esses critérios exigidos pelo concurso”, observou um técnico do Cespe/UnB. “Bom conteúdo e regras estabelecidas por quem organiza a prova são coisas diferentes, embora as pessoas não atentem para isso”, completou ele. Entre formuladores de políticas educacionais, surgem dois tipos de indagações. A primeira é se há a intenção de criar um mercado de recursos. Como quem faz a prova geralmente não domina a técnica, terá que recorrer a um consultor ou a um especialista, que cobrará por isso. A outra é se a mudança para um sistema mais caro, que dá acesso às redações do Enem e torna o processo mais lento, tem o apoio da sociedade.

O Cespe já sabe o que vai recomendar ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e trocou ideias em nível técnico com o governo, mas aguarda o ministro estruturar sua equipe para que o trabalho tenha desdobramentos.
Fonte: Jornal Correio Brasiliense
Ensino Superior
Finep terá linha de crédito progressiva para empresas que investem em inovação tecnológica
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:32 hs.
27/01/2012 - Brasília – A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, prepara uma nova linha de crédito, a Conta Especial Inova Brasil. Por ela, serão concedidos empréstimos subsidiados a empresas que invistam em pesquisa e desenvolvimento. A ideia é conceder linhas de crédito durante cinco anos, aumentando o aporte de recursos para as empresas que inovem conforme as metas do governo.

“Vamos oferecer crédito às empresas para que trabalhem tecnologia, mas condicionado a uma série de metas. Se cumprirem as metas, terão mais crédito. Isso faz com que se esforcem mais para conseguir mais crédito”, disse o presidente da Finep, Glauco Arbix. Ele falou à Agência Brasil após a primeira audiência concedida pelo novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp.

Entre as metas, Arbix antecipou que será estimulado o aumento do nível de qualificação de pessoal (acima de 10% da média do setor), além da contratação de pequenas empresas de base tecnológica como fornecedores e de institutos, universidades ou departamentos acadêmicos para desenvolverem pesquisas. Também está prevista a internalização de processos de tecnologia que hoje são comprados no exterior. No total, o aponte de recursos pode chegar a 135% do crédito inicialmente contratado.

Os empréstimos, até R$ 200 milhões por operação, serão liberados durante cinco anos, a uma taxa de juros anual de 4% (abaixo do percentual do centro da meta de inflação para 2012, 4,5%), com carência de três anos e prazo de pagamento de dez anos. O dinheiro tem como fonte o Tesouro Nacional, e será liberado por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), criado em julho de 2009 como política anticíclica contra os efeitos da crise econômica mundial. A pretensão da Finep é que R$ 6 bilhões do PSI estejam disponíveis (60% acima do estabelecido em 2011).

De acordo com Glauco Arbix, o empréstimo “não é para qualquer projeto. Quanto maior o risco tecnológico, melhores são as condições que as empresas vão encontrar na Finep”. O dinheiro estará disponível para diversos setores econômicos. “Nenhuma empresa que queira inovar no Brasil vai ficar sem o apoio da Finep. Nenhuma empresa que procura tecnologia vai ficar sem apoio”, disse.

A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2012-2015 tem como prioritários os setores de tecnologia da informação e comunicação; fármacos e complexo industrial da saúde; petróleo e gás; complexo industrial da defesa e indústria aeroespacial; além das empresas que trabalham com a “economia verde”, como energia limpa. “Para esses setores, vamos trabalhar de forma mais integrada, mais rápida, e é possível que tenhamos melhores condições”, anunciou o presidente da Finep.

Conforme Arbix, o dinheiro da Conta Especial Inova Brasil não será contingenciado pelo governo, pois é recurso de investimento, e não de custeio. Arbix prevê para os próximos dias o anúncio da linha de crédito, após decisão do Ministério da Fazenda e da Presidência da República. A concessão de empréstimos com recursos do Tesouro Nacional (incluindo o PSI) e o custo fiscal dessas operações estão sob análise do Tribunal de Contas da União (Processo 022.684/2010-7).

Edição: Nádia Franco
Fonte: Portal Agência Brasil
Ensino Superior
Projeto prevê voto paritário na escolha de dirigentes universitários
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:28 hs.
27/01/2012 - Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2699/11, da deputada Sandra Rosado (PSB-RN), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei 9.394/96) para instituir voto paritário entre docentes, discentes e servidores técnicos administrativos nos processos de escolha de dirigentes universitários. A proposta também estabelece composição numérica equânime entre esses grupos nos órgãos dirigentes (reitorias, vice-reitorias, diretorias e vice-diretorias de unidades universitárias e de estabelecimento isolados de ensino superior) dessas instituições.

A proposta mantém, no entanto, a regra atual que estabelece percentual obrigatório de 70% de docentes nos demais órgãos colegiados e comissões, inclusive nos que tratarem de modificações estatutárias e regimentais.

Peso igual
O projeto também altera a lei que fixa normas de organização e de funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média (Lei 5.540/68) para determinar que no processo de escolha dos dirigentes também prevalecerá, além da votação uninominal, peso igual para a manifestação de docentes, discentes e servidores. Atualmente, em caso de consulta prévia à comunidade universitária, prevalece o peso de 70% para a manifestação do pessoal docente em relação à das demais categorias.

“As universidades, como qualquer instituição de ensino, são formadas por alunos, professores e servidores técnicos administrativos, e são esses três segmentos que dão vida ao campus, não sendo possível o funcionamento efetivo da instituição sem qualquer um deles”, argumenta a autora. “Como então conceber que, em pleno século 21, a universidade pública conviva com uma legislação arcaica que diminui a representatividade de grupos importantes para a sustentação da comunidade universitária?”, argumenta Sandra Rosado.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Jornal Correio Brasiliense
Ensino Superior
Alemanha tem mais universidades de artes que qualquer outro país
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:07 hs.
27/01/2012 - Da densa rede de instituições de ensino superior dedicadas à arte no país, saem artistas, que se tornam internacionalmente conhecidos. Ou seja, sorte grande para quem consegue uma vaga em uma dessas escolas.

"O artista é alguém que faz coisas, das quais ninguém precisa. Mas ele pensa, por alguma razão, que seria bom oferecer essas coisas às pessoas". O popularíssimo Andy Warhol, que dominava melhor que ninguém a arte de vender o que fazia, sabia o que estava dizendo. Quem se candidata a uma vaga em uma escola superior de artes na Alemanha tem também que ter uma boa dose de persistência. Quem quer mesmo entrar ali precisa provar que tem talento. Uma tarefa nem um pouco fácil.

Aproximadamente 700 candidatos se inscrevem a cada ano para uma vaga na Academia de Belas-artes de Düsseldorf, provavelmente uma das instituições de ensino mais cobiçadas na Alemanha para quem quer estudar artes. Anualmente, só são aceitos em torno de 100 estudantes, às vezes um pouquinho mais, às vezes menos.

Quando Joseph Beuys, ícone da arte alemã do pós-guerra, tentou mudar isso, no ano de 1972, ele foi demitido sumariamente, depois de ter lecionado durante 11 anos na Academia. Beuys considerava toda pessoa um artista. Por isso, dizia ele, qualquer um deveria poder participar de suas aulas, inclusive os rejeitados pela escola. Em seus áureos tempos, ele chegou a amontoar 400 alunos em sala de aula, entre estes personalidades que se tornariam conhecidas no cenário das artes, como Jörg Immendorff, Blinky Palermo ou Katharina Sieverding.

Professores e alunos famosos

Documentário sobre Gerhard Richter Documentário sobre Gerhard Richter Alguns dos ex-alunos da Academia de Belas-artes de Düsseldorf se tornaram famosos em todo o mundo, como é o caso de Gerhard Richter, por exemplo. Ou de Bernd e Hilla Becher, que, com seus olhares peculiares, criaram o que se tranformou em uma vertente fotográfica: a "Escola dos Becher".

Thomas Struth, Thomas Ruff e Andreas Gursky, conhecidos nos EUA como os "Struffkys", são outros artistas de renome internacional que estudaram na Academia de Düsseldorf. Alguns dos ex-alunos famosos retornaram inclusive à instituição na condição de professores.

O primeiro obstáculo a ser vencido é a prova de admissão, que geralmente exige do candidato muita criatividade e autonomia. É preciso apresentar um portfólio com 20 a 25 obras originais, embora não haja determinação de uma temática ou técnica específica no que diz respeito aos trabalhos. Com estes trabalhos em mãos, uma comissão decide se o candidato dispõe ou não de "um talento especial para a arte". Este é o pré-requisito para conseguir uma vaga.

Escola superior de artes: criando talentos

Düsseldorf é uma das 23 escolas superiores na Alemanha que oferecem cursos de artes. Em todas elas, há atualmente mais de 10 mil estudantes. Os recordes dos leilões de arte e histórias de talentos, descobertos da noite para o dia, parecem povoar a fantasia de muitos jovens. A realidade, contudo, é bastante distinta. Apenas alguns poucos conseguem viver de arte: em 2010, a média salarial no setor na Alemanha, segundo informações oficiais, era de modestos 13.185 euros por ano.

Estes fatos costumam ser omitidos, de forma que o interesse pela arte na sociedade aumentou assustadoramente nos últimos 20 anos. Quando a Academia de Belas-artes de Düsseldorf abre suas portas uma vez por ano para a população, durante uma semana, há sempre uma avalanche de até 40 mil visitantes, interessados em conhecer as instalações e os ateliês da instituição. Números que até então só eram registrados em eventos esportivos. Galeristas e curadores rastreiam também as universidades, a fim de buscar na fonte as estrelas de amanhã.

Condições ideais de estudo

Principalmente as exposições de alunos das universidades de artes de Hamburgo, Berlim, Munique, Leipzig e Frankfurt atraem os especialistas. Em Frankfurt fica a Städelschule, a menor escola superior de artes do país, onde os alunos encontram condições ideais para o aprendizado, com dez artistas reconhecidos internacionalmente, à disposição de aproximadamente 170 estudantes.

Neo Rauch: deu renome à Escola de LeipzigNeo Rauch: deu renome à Nova Escola de LeipzigJá os pintores aspirantes costumam preferir Leipzig. Entre os críticos de arte, a Escola Superior de Artes Gráficas e Editoriais foi considerada, no ano de 2008, a melhor do país nos cursos de pintura e artes gráficas. Entre 2005 e 2009, o conceituadíssimo Neo Rauch foi professor ali. Foi através dele que a chamada Nova Escola de Leipzig se transformou em selo de qualidade, hoje tão reconhecida em todo o mundo como um Volkswagen ou um BMW. Uma situação que fez do Leste do país um lugar atraente como local de estudos para artistas.

Artemídia: ilhas do novo

A Academia de Artemídia de Colônia (KHM) iniciou suas atividades em 1990, como primeira escola superior de artes dedicada às mídias audiovisuais. Naquela época, era oferecida apenas uma pós-gradução nas áreas de artemídia, mídia, ciência da arte e cinema. Cinco anos mais, tarde, a escola havia expandido: desde 1995, a KHM oferece, além da pós-graduação em quatro semestres, também um curso superior completo, de nove semestres, em áreas específicas.

As ofertas vão desde o desenvolvimento de projetos inovadores para a internet, passando pela história de aparelhos musicais e sonoros, até teoria da mídia e artemídia. Cerca de 360 estudantes recebem ali formação, no convívio com 36 professores, até se tornarem profissionais ligados ao cinema ou à artemídia. O diploma concedido pela KHM, em "Artes e Mídia", é único na Alemanha. Ao contrário do que ocorre nas academias de arte, não há na instituição uma relação tradicional entre mestre e aluno, mas os estudantes trabalham em projetos, orientados por diversos professores.

Mesmo com tantas áreas distintas nas escolas na Alemanha, uma coisa é certa: não basta ser bom para se tornar conhecido. O emaranhado do mercado de artes é praticamente impossível de ser compreendido. Para se obter sucesso, ajuda, com certeza, saber convencer os outros da própria capacidade. Resumindo: é importante saber convencer os outros de que eles precisam, de qualquer forma, daquilo que você, como artista, faz.

Autora: Sabine Oelze (sv)
Revisão: Carlos Albuquerque
Fonte: Portal Uol
Ensino Superior
Mais da metade das vagas do Sisu sobram na primeira chamada
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:02 hs.
27/01/2012 - Brasília - Dos 108 mil candidatos selecionados para as vagas em universidades públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), apenas 46 mil efetuaram matrícula. Isso significa que 57% das vagas não foram preenchidas – e serão redistribuídas na segunda chamada, divulgada hoje (26). Para o primeiro semestre de 2012, o Sisu ofertou 108 mil vagas em 95 instituições públicas de ensino superior. Para participar da disputa, o candidato precisa ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011.

De acordo com o MEC, esse percentual de preenchimento da primeira chamada é normal e semelhante ao de anos anteriores. No ano passado, ao final de todas as convocações, 97% das vagas foram ocupadas. Os 62 mil estudantes convocados em segunda chamada deverão comparecer às instituições de ensino nos dias 30 e 31 de janeiro para fazer a matrícula. Caso ainda haja vagas disponíveis após esse período, o sistema vai gerar uma lista de espera que será disponibilizada para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão de hoje até 1° de fevereiro.

Neste ano, o Sisu recebeu mais de 3,4 milhões de inscrições de 1,7 milhão de estudantes – cada participante podia escolher até dois cursos, indicando sua prioridade.

A Universidade Federal do Ceará (UFC) foi a campeã de inscrições - a instituição, que ofereceu mais de 4 mil vagas de ingresso para o primeiro semestre de 2012 recebeu 171.915 inscrições. Na lista das instituições mais procuradas estão ainda a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do Piauí (UFPI), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

Edição: Lílian Beraldo
Fonte: Portal Agência Brasil
Ensino Superior
Justiça cassa liminar que obrigava aplicação de nova prova da OAB
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:04 hs.
27/01/2012 - A desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, cassou a liminar da Justiça Federal de Tocantins, que havia determinado a reaplicação das provas da segunda fase do 5º Exame de Ordem para candidatos reprovados nas áreas de Direito Penal e Constitucional. A magistrada acatou pedido do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Após a realização da prova prático-profissional, em dezembro de 2011, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) confirmou que detectou erros nas provas de Direito Penal e Direito Constitucional. Segundo a FGV, para "garantir a isonomia" do exame, todos os candidatos foram informados sobre as erratas durante a aplicação da prova e receberam tempo adicional.

Na decisão, a desembargadora levou em consideração o fato de o espelho de correção na peça de Direito Penal ter aceitado como respostas corretas os recursos de apelação e embargos de declaração e, na prova de Direito Constitucional, ter admitido as duas fundamentações possíveis, "não tendo havido prejuízo aos candidatos que apresentaram respostas sob esses fundamentos".

Ainda segundo a magistrada, a determinação de que fossem aplicadas novamente as provas aos reprovados nas disciplinas de Direito Penal e Direito Constitucional não configuram parte do pedido.

A prova prático-profissional compreende a redação de uma peça profissional e a aplicação de quatro questões, sob forma de situações problema. Na inscrição para o exame, os candidatos puderam escolher a área do Direito para responder aos questionamentos: Administrativo, Civil, Constitucional, Empresarial, Penal, Trabalho ou Tributário.
Fonte: Portal Terra
Ensino Superior
Malvina Tuttman deixará a presidência do Inep
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:48 hs.
27/01/2012 - Professora foi responsável pela autarquia que organizou o Enem durante o ano de 2011

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (lnep) terá um novo presidente, o quarto em três anos. Após reunião nesta manhã com o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a presidenta da autarquia que organiza o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Malvina Tuttman, oficializou que sairá do governo. Ela ocupava a função há um ano.

"Vivi intensamente o Inep e nele aprendi com os meus colegas o valor de ser Inepiana. Saio fisicamente desse importante Instituto, mas me sentirei sempre presente em cada sonho realizado e em cada ação desenvolvida pelos servidores do Inep. Para avançar na educação, o Brasil precisa de um Inep forte e o Instituto está pronto para cumprir este desafio", afirmou em nota publicada no site do instituto.

O Ministério da Educação ainda não confirmou quem ocupará o cargo.

A professora e ex-reitora da Universidade Federal do Estado do Rio (UniRio) assumiu a função após a exoneração de Joaquim Soares Neto, que estava desgastado com problemas do Enem 2010. Apesar de ter convocado universidades públicas para ajudar na elaboração de questões e contratado o Inmetro e a empresa Módulo para garantir a segurança de todas as etapas do Enem, o exame de 2011 não terminou sem falhas.

Questões do pré-teste antecipadas a escola de Fortaleza e a correção das redações ainda são alvos de inúmeras ações judiciais. Uma das primeiras defesas da presidenta na função, a de que o Enem deveria ser realizado duas vezes ao ano, também não foi concretizada. Na última semana no ministério, Fernando Haddad cancelou o exame que estava marcado para abril.

Outras mudanças
Nesta quinta-feira, a secretaria de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, também confirmou que não seguirá no governo. Há ainda a previsão de que os secretários Eliezer Pacheco (Educação Profissional e Tecnológica) e Carlos Augusto Abicalil (Articulação com os Sistemas de Ensino) sejam substituídos.
Fonte: Portal IG
Ensino Superior
USP sem fronteiras
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:21 hs.
27/01/2012 - Do antigo edifício de oito andares só restou o esqueleto. Ladeada por duas estruturas mais baixas, em formato de L, com três andares cada uma, a fachada da torre central terá preservado o estilo original, da década de 1950. Já a parte interna, completamente demolida, receberá acabamento mais moderno. Assim que a revitalização for concluída, daqui a alguns meses, reitor, vice-reitores, pró-reitores e conselho universitário voltarão a ocupar o prédio que há muitos anos deixou de ser a sede da administração.

"Uma universidade do porte da USP, nos cenários nacional e internacional, tem por obrigação, como fazem suas congêneres, bem receber os que a procuram, devendo o edifício dos órgãos centrais possibilitar acolhimento à altura da universidade." Assim foi resumido o objetivo da obra, em edição de dezembro do boletim "Destaques", publicação semanal da reitoria.

As obras de melhoria no campus principal, dos sete que constituem a maior e mais importante universidade da América Latina, não se limitam ao edifício da antiga reitoria, defronte à praça do Relógio, marco mais visível na gigantesca Cidade Universitária. Há mais obras em andamento. Mas a principal reforma, prevista e necessária, poderá, se bem-sucedida, dar nova vida à USP. Não apenas ao que é visível, como a polêmica falta de segurança, motivo pelo qual a instituição é tão citada no noticiário policial quanto as teses de seus pesquisadores nas revistas científicas.

A sustentação dos alicerces da única universidade brasileira que aparece com algum destaque nos rankings de avaliação internacionais volta-se, agora, para a necessidade de a riqueza do conhecimento ali gerado seguir os passos do crescimento econômico do país, inserindo-a no ambiente globalizado, transformando-a, enfim, numa universidade de classe mundial. Em outras nações emergentes, como a China, há grandes saltos nessa direção.

Com base em dados enviados pelas faculdades que compõem a instituição, os dirigentes da Universidade de São Paulo reuniram-se no dia 24 de novembro para esboçar o chamado Plano de Desenvolvimento Institucional - 2012-2017, uma orientação de estratégias para que a USP, segundo publicação interna, "contribua para o avanço da ciência, da tecnologia e da cultura para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento socioeconômico e sustentável do país".

O texto preliminar fixa metas de expansão do investimento, aumento no número de vagas na graduação e de bolsas para pós-graduados, aqui e no exterior, e a abertura das portas para pesquisadores estrangeiros. Para ser aprovado, o plano depende, agora, da anuência do conselho universitário.

A maior universidade pública do país já está em rota de ascensão, segundo o reitor João Grandino Rodas. Ele aponta iniciativas como a criação de um campus em Santos, que permitirá expandir competência na área de tecnologia num momento em que o país estabelece importantes metas para o pré-sal.

Internamente, porém, nem todos acreditam que a instituição está pronta para voos mais altos. Para alguns, apesar de ter completado 78 anos na quarta-feira, a universidade parece ainda imatura, porque mal consegue resolver as próprias questões internas.

Não é de hoje que se ouvem críticas ao formato de gestão, incluindo o processo de eleição da reitoria. Além disso, a instituição parece, às vezes, acuada, fechada em si mesma, por um lado, e, por outro, fragmentada, como se cada uma de suas 42 unidades de ensino e pesquisa fosse desconectada da universidade.

Classe mundial

O reconhecimento da USP nos rankings mundiais aparece com frequência nos meios acadêmicos. A Universidade de São Paulo passou para o grupo das 200 maiores na última classificação da publicação britânica "Times Higher Education", uma das mais respeitadas. Ocupa o 178u00ba lugar nessa lista, que coloca as americanas no topo.

A maioria dos professores, pesquisadores e até dirigentes da instituição reconhecem a necessidade de a maior universidade brasileira avançar na conquista de posições melhores. Caso contrário, corre o risco de ficar fora da cooperação científica internacional, que avança à medida que o conhecimento se torna cada vez mais globalizado.

Para o ex-ministro da Educação e professor licenciado da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Fernando Haddad, para se internacionalizar, a USP precisa antes se nacionalizar. "Entendo que a USP é uma potência acadêmica regional e já figura nos rankings internacionais dentre as melhores. Mas penso que poderia se abrir mais para estudantes de todo o Brasil, da América Latina. A USP tem que se nacionalizar para se internacionalizar mais. Há caminhos para isso. Teriam que ser estudadas maneiras de fazer isso; pode ser que tenha que mexer até no processo seletivo, que, vamos dizer assim, ainda é muito fechado", completa Haddad.

Há o risco de a USP ficar fora da cooperação científica internacional, que avança com o conhecimento sempre mais global

A presença cada vez maior de autores chineses nas publicações científicas chama a atenção de Fernando Galembeck, que já foi da USP e hoje leciona na Unicamp, em Campinas, além de dirigir o laboratório de nanotecnologia do Centro de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM).

Entre as metas traçadas no plano preliminar da USP para os próximos cinco anos está a ampliação de 30% no número de alunos que fazem intercâmbio anualmente na graduação, pós-graduação e pós-doutorado. A universidade começa também a oferecer cursos ministrados em línguas estrangeiras, segundo o vice-reitor, Hélio Nogueira da Cruz, responsável pela organização do plano e pela comissão de avaliação da USP.

Para Nogueira da Cruz, a USP está numa posição melhor que o 178u00balugar definido na classificação da "Times Higher Education". Ele questiona os critérios da publicação, que deixaram de fora, por exemplo, a Universidade do Chile - "formadora de quase todos os presidentes da República do país". E acha estranho o Brasil, com um PIB dos maiores do mundo, " estar atrás de economias muito menores e ainda aparecer na lista com uma única universidade". Na verdade, a seu ver, isso não importa: "A USP se vê com o papel de destaque com que sempre se viu".

Para o pró-reitor da área de pesquisa, Marco Antonio Zago, "a USP só perdeu o pensamento que estava aqui com as prisões de professores durante o regime militar".

Dos 89 mil alunos matriculados na USP até 2011, 24% saíram da escola pública; pretende-se agora que até 2017 haja um aumento para 29% nessa participação (na foto, interior da Faculdade de História)

Há quem diga, porém, que a USP perdeu, mesmo depois das intervenções militares, deixando de ser a mesma referência do passado. Para um dos pesquisadores, a despeito das altas notas que várias unidades recebem na Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que avalia os cursos de pós-graduação, a USP "perdeu a força institucional, num declínio relativo se comparado a outras universidades brasileiras que começaram a se destacar".

Risco da inovação

Existe na USP uma corrente de acadêmicos que se queixam da falta de interesse das empresas em contratar profissionais com alto conhecimento científico. "O Brasil tem poucas empresas como Embraer, Embrapa e Petrobras, empenhadas em investir pesado no risco que o esforço de inovação requer. A iniciativa privada teria que colocar cientistas em seus quadros, como fazem os EUA e também a China e a Índia", destaca o imunologista Jorge Kalil, professor titular da Medicina da USP, diretor do Instituto Butantan, e um entusiasta da criação de estímulos à inovação. Com mestrado e doutorado em biologia humana pela Universidade de Paris, Kalil tem mais de 350 artigos indexados internacionalmente.

Galembeck, da Unicamp, sente falta de diretrizes claras de programas de desenvolvimento tecnológico no país. "Muitos estudantes fazem pesquisa e dedicam esforços a um avanço que dificilmente terá alguma expressão econômica ou será desfrutado pela sociedade. Acabam não fazendo parte de nenhum círculo de descoberta ou de geração de riqueza. Ficamos todos como num jardim zoológico: achamos interessante e ponto."

"A cooperação científica está cada vez mais internacionalizada," diz o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix. Professor da Sociologia da USP, Arbix acumulou estudos de pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e na Universidade Columbia, nos EUA. Quando assumiu a Finep, ele estranhou ter de passar boa parte do tempo peregrinando em busca de empresas interessadas nos recursos de financiamento da agência de fomento para investimentos em inovação.

Voo solo

A direção da Faculdade de Medicina faz os próprios planos para o futuro. Elegeu 2012, ano de seu centenário, para "dar um salto qualitativo", como diz o titular de anestesiologia do departamento de cirurgia do Hospital das Clínicas e vice-diretor da Faculdade de Medicina da USP, José Otávio Auler. Entre as principais ideias está a criação de um fundo de apoio a jovens talentos com recursos doados pela iniciativa privada. A verba seria usada para incentivar a pesquisa no Brasil e no exterior. "Queremos colocar mais alunos no exterior e atrair os que estão em outros países", diz Auler, que dirige o departamento de cirurgia. "Muitos cérebros brasileiros que deixaram o país para cursar doutorado e pós-doutorado acabam ficando no exterior porque não temos estrutura para acomodá-los aqui." Segundo ele, a faculdade já está em busca de parcerias. Trata-se, como diz, de seguir modelos fartamente usados nas universidades americanas.

Não há, no entanto, consenso na universidade em torno de um modelo para recebimento de recursos da iniciativa privada. O governo paulista destina às suas três universidades públicas 9,57% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), líquidos. A USP recebe o equivalente a 5,0295%, o que lhe garante um orçamento de R$ 3,5 bilhões. Segundo Zago, cerca de R$ 1,6 bilhão do orçamento anual vão para a pesquisa.

"Somos um órgão público, sujeito à legislação pública. Por isso, às vezes é mais conveniente que uma empresa faça doações para um fundo de apoio, como já acontece na Escola Politécnica", afirma o vice-reitor Nogueira da Cruz. Ele aponta como exemplo a biblioteca Guita e José Mindlin, que abrigará o acervo que pertenceu ao empresário. A ideia de criar fundos com doações de ex-alunos também entra com frequência nas discussões internas.

Em geral, contudo, não se ouvem queixas relativas à falta de dinheiro para atividades de pesquisa. Principalmente as escolas mais voltadas à pesquisa técnica e científica costumam conseguir recursos para o desenvolvimento de projetos nas agências de fomento, como a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp), ligada ao Estado, ou o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Fragmentação

A origem de algumas faculdades pode ser um dos motivos que as faz parecer desconectadas da universidade. Medicina, Politécnica, Direito e Veterinária são mais antigas que a própria USP. Assim como a Faculdade de Direito, que permaneceu no antigo convento do Largo de São Francisco, onde foi fundada, a Medicina também está fora do campus. Funciona no imponente conjunto arquitetônico da avenida Dr. Arnaldo, inaugurado em 1931. Essa fragmentação não se revela, porém, apenas nas unidades instaladas fora do campus. Fundada em 1893, a Escola Politécnica ocupa o maior espaço dentro da Cidade Universitária, com 9 prédios e 17 cursos de graduação.

A Poli nasceu na antiga chácara do Solar do Marquês, no bairro do Bom Retiro. Já no discurso de inauguração, o então presidente de São Paulo, Bernardino de Campos, enfatizou a relação da nova escola com o futuro do país. O fundador, Antonio Francisco de Paula Souza, aproveitou para jogar farpas ao Império: "Uma instituição tão necessária para o desenvolvimento do país não podia medrar naquele regime de ficções e de enfezada centralização."

Foi concepção de um de seus professores, Francisco de Paula Ramos de Azevedo, o projeto do prédio que a instituição ocupou, mais tarde, próximo à Estação da Luz. São Paulo havia se destacado pela tradição dos cursos jurídicos, voltados à formação dos administradores públicos. Mas os politécnicos associavam o desenvolvimento do país ao crescimento industrial. Inspirado em modelo europeu, o método de ensino da Poli buscou unir teoria à prática, com a instalação imediata de oficinas de carpintaria, serralheria e laboratório de resistência dos materiais.

Sem vizinhos

A existência de muitas "USPs" dentro da mesma universidade é também apontada como consequência do modelo de construção do seu campus principal. A sensação de vazio que a Cidade Universitária transmite a qualquer hora remete a duas impressões: ou haveria muitos alunos, excessivamente dedicados aos estudos e permanentemente dentro das salas de aula, ou, ao contrário, estariam todos de férias o ano inteiro.

Para a urbanista Raquel Rolnik, a Cidade Universitária foi estruturada para a locomoção em carro. "Trata-se de um espaço antitransporte coletivo e antipedestre, com prédios isolados, onde os ocupantes parecem não ter vizinhança." Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, ela chegou a sugerir um plano diretor participativo dentro da USP, que interligasse as unidades harmoniosamente.

Raquel também defende o processo de eleição direta, e reage com pessimismo quando questionada sobre o papel da universidade. "Qual será o futuro da USP? Olha, eu, que sou soldado raso, não sei como está esse debate. Gostaria de ter uma universidade que tratasse de questões sobre o território em que ela se encontra, ou seja, São Paulo Capital, São Paulo Estado, Brasil e América do Sul."

Critica-se a fragmentação, mas elogiam-se as condições de trabalho que a USP proporciona a professores e pesquisadores. Ninguém nega que o simples nome USP abre portas. "Eu não teria conseguido acesso a documentos importantes e material de qualidade se não fosse para uma tese da USP", afirma Iná Rosa da Silva, arquiteta que acaba de concluir, com financiamento da Fapesp, uma tese de pós-doutorado sobre o município de Franco da Rocha.

"Em nenhum outro lugar tive as condições de trabalho, de pesquisa, que tenho na USP", resume o professor Luiz Roncari, titular de literatura brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Para ele, o maior problema da instituição talvez seja o "gigantismo". Roncari também lamenta que a USP não se relacione mais com a América Latina. "Temos os olhos muito voltados para outros continentes porque somos resultado de uma criação europeia, de professores franceses que vieram na década de 1930."

O engenheiro Mauro Zilbovicius fala a favor dos alunos da graduação. Com mestrado e doutorado em engenharia de produção na USP, onde também leciona, Zilbovicius alerta para a cautela que a universidade precisa ter para não se concentrar excessivamente nas áreas de pesquisa. "A graduação contribui com uma quantidade enorme de talentos. São os profissionais de que o mercado de trabalho precisa."

Eleição

O formato do processo eleitoral aparece como uma das causas da falta de sintonia interna na universidade. O professor Renato Janine Ribeiro, titular de ética e filosofia política engrossa a forte corrente que defende eleição direta, seguindo modelo das universidades federais brasileiras. O sistema vigente na USP, a seu ver, fragiliza a representatividade. Para ele, o formato de escolha da reitoria "favorece quem está no poder, burocratiza, limita as discussões aos temas definidos pelo reitor e transforma USP numa instituição fechada. O mundo mudou, mas a discussão no conselho universitário ainda é burocrática". Ele fala com o conhecimento de quem já fez parte desse conselho, apresentado pela universidade como instância máxima de decisão. O professor desistiu de candidatar-se à reeleição por entender que "uma das melhores universidades do mundo carece de apoio interno".

Motivo de greves na instituição, o processo de escolha do reitor quase não mudou nos últimos 78 anos. Foi sempre indireto e submetido à decisão final do governador. Hoje, a eleição ocorre a cada quatro anos, em dois turnos. Representantes das três classes (professores, funcionários e alunos) elegem três nomes, apresentados, então, ao governador. Muitos professores confessam não ter interesse sequer em participar da escolha de quem os representará na eleição. Poucos argumentam que o controle do governo estadual faz sentido num instituição sustentada com dinheiro do contribuinte.

Na última eleição, em 2009, o jurista João Grandino Rodas ficou em segundo lugar em número de votos, mas foi o escolhido pelo governador José Serra. As correntes de oposição apontam interesses políticos, embora a nomeação tenha sido publicada em 13 de novembro, 13 dias depois de Serra ter perdido a eleição para Dilma Rousseff.

A interferência do Poder Executivo acaba, de qualquer maneira, se transformando em motivo principal para manifestações das diversas correntes, dentro da USP, que fazem oposição a Rodas e ao PSDB, partido que governa São Paulo. Entre os professores, uma das principais organizações de oposição à reitoria vem da Associação dos Docentes da USP (Adusp). Entre os estudantes, publicações como a "USP livre! Fora Rodas!" são canais de protesto constante.

Para o vice-reitor Nogueira da Cruz, é possível que o formato de eleição da reitoria seja modificado, "talvez daqui a uns dois ou três anos". Em sua opinião, "é preciso analisar as várias linhas de propostas, que vão do voto direto de todos à participação dos que estão mais envolvidos com a universidade".

A USP não é aqui

A movimentação diária no longo túnel que liga a saída da estação Clínicas do metrô ao complexo hospitalar que leva o mesmo nome dá a dimensão do vínculo da comunidade com esse centro de tratamento. Uma multidão percorre o trajeto como pode - alguns, a passos lentos; outros, apoiados em muletas ou em cadeira de rodas.

Apesar de respeitado, o Hospital das Clínicas parece, aos olhos de quem passa por ali e mesmo entre funcionários, uma entidade à parte. "Aqui não é da USP, não; é das Clínicas", disse, certa manhã o atendente da farmácia popular, na saída do metrô. Numa guarita sobre a qual está a placa em que se lê "Instituto Central do Hospital das Clínicas da FMUSP", a funcionária confirma: "Aqui é tudo do HC". Mas o recepcionista da radiologia, finalmente, demonstra conhecer o vínculo: "Tudo que é prédio aqui é da USP".

Colado à faculdade de medicina, no bairro Cerqueira César, o enorme conjunto de edifícios conhecido como HC é conduzido pela FMUSP há 68 anos. Inaugurado em 1944, o complexo atrai gente de longe. É para lá que Elaine Duarte da Silva viajou na véspera do Ano Novo com o filho.

No banco de cimento, na entrada do prédio da ortopedia, Mateus Gabriel dormia no colo da mãe. Os dois haviam saído de casa por volta de 2 horas. Passava das 11 quando ela fez as contas: restavam mais umas 7 horas de espera. Mateus, que nasceu com o pé esquerdo torto, já havia sido bem atendido, como das outras vezes. Mas, como de rotina, faltava aguardar as consultas de todos os demais pacientes de Capivari, interior de São Paulo, que, como eles, viajam até a Capital na ambulância da cidade. Aos 24 anos, Elaine deixou o emprego para cuidar do filho no distante HC porque o tratamento na sua cidade não surtiu efeito. Mateus nasceu há três anos. Passou dois à espera de vaga no Hospital das Clínicas. Sua mãe lamenta apenas não morar mais perto.

Vice-diretor da Faculdade de Medicina da USP, José Otávio Auler toma fôlego para informar os números. Com 18 mil funcionários, o HC atende, em um ano, 250 mil emergências, faz 1,5 milhão de atendimentos ambulatoriais, 40 mil cirurgias, 8,6 milhões de exames laboratoriais, 1,6 milhão de diagnósticos por imagem e 600 transplantes. Foi realizado ali o primeiro transplante de rim da América Latina, em 1965, e ali também nasceu, em 1991, o primeiro bebê de proveta num hospital público.

USP ou Poli?

"Você quer saber o que eu acho da USP ou da Poli?", pergunta Rodrigo França Gastim. No terceiro ano de graduação em engenharia de produção, ele tem ideias diferentes sobre as duas instituições. Diz que na Poli "nenhuma greve pega", ao contrário do que "acontece na FFLCH" - a "Fefeleche". Rodrigo prestou vestibular na Unicamp, FGV e USP. Passou nas três. A ambição profissional o levou a estudar arduamente para conseguir uma transferência da engenharia civil, onde conseguiu inicialmente uma vaga, para o curso de produção. "Quero ser o presidente de uma grande empresa", diz. O MIT é sua referência de universidade internacional. "É o modelo que a Poli quer seguir", observa o professor Mauro Zilbovicius.

Na mesma classe de Rodrigo, Letícia Cestari desistiu de estudar na conceituada Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, onde morava com a família, porque tinha a ideia fixa de entrar na USP. Em setembro, ela viajará para Paris, onde vai cursar outros dois anos de engenharia, para em seguida concluir mais seis meses na USP. Trata-se do chamado curso "sanduiche", opção que a direção da USP pretende estimular, por considerar que é um dos caminhos para a internacionalização.

Ambos com 20 anos de idade, Letícia e Rodrigo fazem parte do seleto grupo de estudantes da USP que conseguem vaga na instituição graças a uma boa formação de ensino básico, horas de muito estudo e dedicação, e fôlego financeiro para estudar em período integral. Os dois são a favor da presença da Polícia Militar no campus. O convênio para a PM cuidar da segurança na Cidade Universitária foi o estopim de recente manifestação de alunos, que culminou com a ocupação da reitoria.

O episódio trouxe novamente à tona discussões como elitismo e preconceito. É comum ouvir na universidade conversas em que se fala de preconceitos contra alunos que escolhem os cursos menos disputados.

Dos 89 mil alunos matriculados até o ano passado, 24% saíram da escola pública. No texto do Plano de Desenvolvimento Institucional, está previsto um aumento de 5% nessa participação, até 2017. Para o mesmo período, haveria um aumento de 10% no número de bolsas-auxílio e vagas em moradia e creches. Os números são compatíveis com a projeção de ampliação de vagas, também calculada em 10%.

Em 2010, a USP destinou 3,1% para investimentos. Pretende-se chegar a 5% em 2017. "Fazemos projeções modestas, contando apenas com o aumento da arrecadação tributária, que deve vir com o crescimento econômico do Estado", diz Nogueira da Cruz, também titular da Faculdade de Economia (FEA).

A despeito da falta de sintonia interna, ninguém duvida que a maior universidade do país continuará a formar profissionais de primeira linha, graças à qualidade da pesquisa e do ensino. Entre os mais de 10 mil jovens que passaram no exame da Fuvest e que vão se matricular na USP nas próximas semanas, muitos provavelmente se destacarão, em alguns anos, em suas carreiras profissionais. Resta, no entanto, saber de que forma esse gigante enfrentará o desafio de tornar-se mais competitivo na produção de conhecimento mundial.

A poeira que se vê no canteiro de obras no prédio da antiga reitoria confirma que falta pouco para o comando da instituição mudar de casa. Está escrito no cartaz afixado no tapume que a reforma, iniciada em 22 de agosto, levará 390 dias. Nem sempre, no entanto, consegue-se no planejamento estratégico de uma instituição como a USP a precisão de prazos que se estabelece em obras civis. De todo modo, ações nesse sentido são urgentes. Como diz o professor Jorge Kalil, se não acompanhar os modelos desenvolvidos por países como EUA, China e Índia, o conhecimento científico no Brasil corre o risco de virar pó". (Colaborou Luciano Máximo)
Fonte: Valor Econômico
Ensino Superior
Igreja Universal anunciou que vai construir uma universidade em Angola
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:11 hs.
27/01/2012 - A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola anunciou que vai construir uma universidade com o intuito de contribuir no processo de formação acadêmica no país.

O vice-presidente do Conselho de Administração da igreja no país, pastor Felner Batalha, anunciou a construção durante uma conferência de imprensa sobre a primeira conferência nacional sob o lema “Situação económica jurídica e social de Angola no período 2008 a 2011”. Segundo Batalha os membros da denominação decidiram pela construção da instituição de ensino superior de forma a atender a necessidade de formação da juventude.

O religioso explicou ainda: “Pensamos continuar o processo de alfabetização e atingir as localidades mais debilitadas em termos de educação, para que estas pessoas possam ser enquadradas na sociedade”. De acordo com o Angola Press o pastor afirmou ainda que a igreja já forneceu formação profissional para quatro mil cidadãos angolanos, através dos projetos sociais mantidos pela instituição.

A igreja tem diversos projetos de cunho social no país e vem trabalhando também com o Ministério da Família e Promoção da Mulher, que lançou um projeto denominado “os sete compromissos” que fala, entre outros assuntos, sobre a mortalidade infantil, o aborto, gravidez precoce e causas da malária.
Batalha comentou ainda sobre os projetos da igreja no âmbito da saúde: “Temos também em carteira um projeto de posto de saúde em Luanda, uma aposta que vai obedecer ao binômio infraestruturas e recursos humanos, para que não hajam problemas na formação e o funcionamento desejado”, explicou.
Fonte: Portal Notícias Gospel Mais
Ensino Superior
RS: por engano, universidade vaza dados de 20 mil alunos
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:09 hs.
27/01/2012 - Na tarde da última segunda-feira, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com campus principal em São Leopoldo (RS), vazou os dados cadastrais de cerca de 20 mil alunos para estudantes do curso de arquitetura e urbanismo da instituição. Informações como o número da matrícula, do RG e do CPF foram repassadas para um grupo de acadêmicos.

Segundo informações da gerente de comunicação da Unisinos, Ângela Rahde, um funcionário da universidade anexou a lista com os dados dos alunos em um e-mail de oferta de estágio na área de arquitetura, que foi distribuído entre os estudantes deste curso. Ângela afirmou que o erro foi humano e que não há problemas no sistema de segurança de informação da Unisinos.

Em nota oficial, a universidade lamentou a situação que resultou no vazamento de informações de parte de seus alunos. De acordo com a gerente de comunicação, o responsável pelo erro foi demitido.
Fonte: Portal Terra
Ensino Superior
Uma empresa chamada escola
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:14 hs.
27/01/2012 - “Lá vem esse chato de novo.” “Meu filho, dá pra você esperar um pouquinho... ” Tem que ter muita paciência pra aturar esses aborrecentes.” “O meu sonho é trabalhar numa escola que não tenha alunos.”

Caros leitores essas são algumas das expressões mais comuns que ouvimos no dia-a-dia da escola. Professores, coordenadores, secretárias e,inclusive, diretores torcem o nariz quando se trata do aluno. Esse personagem tão complexo e essencial para existência do seu negócio. Estamos falando de negócios, isso mesmo: NEGÓCIOS. Sem eles a sua escola perde função, foco, deixa de existir e, conseqüentemente, fecha, ou vira um imenso depósito de cadeiras e mesas. Portanto o primeiro passo para a nossa conversa é compreendermos que estamos falando de uma empresa prestadora de serviços chamada escola. E como qualquer outra empresa, de qualquer outro ramo de atividade, não sobrevive sem clientes (ALUNOS).

Acontece que normalmente os nossos gestores sentem medo ou vergonha de assumir esse papel. Isso em parte é até justificável, uma vez que a própria mídia trata o assunto educação quase sempre pela ótica do ensino público, como obrigação do Estado. E é mesmo. Pagamos impostos para isso. Agora nada de falarmos em serviços gratuitos. Porque de graça nem relógio trabalha. Pagamos os impostos e recebemos os serviços. É uma troca e ponto final. Mas na verdade o Estado que normalmente é um péssimo gestor das contas e das finanças, assume compromissos (muitas vezes políticos ou eleitoreiros) que não pode cumprir, nos empurra mais um impostozinho, corta aqui e acolá e... pronto ta feito o milagre. Empresas são socorridas em tempo recorde ou ameaçam falência. Grupos organizam lobbies e socorrem políticos em troca de favores ou votações aos seus projetos e por aí vai. E na hora de falarmos do ensino privado é o jargão de sempre; tubarões do ensino, aproveitadores ou outras pérolas da demagogia social.

É preciso deixar claro que os empresários do ensino privado são responsáveis por grande parte do que produzimos de melhor e mais avançado em termos de educação. É preciso enfatizar que esses empresários são geradores de riquezas, uma vez que geram empregos e pagam impostos.

Bem, mas agora vamos voltar ao foco da nossa conversa. O CLIENTE.

O aluno ainda é visto pela maioria das instituições de ensino como aquele chato que veio atrapalhar o meu serviço. É assim na secretaria, na coordenação, na diretoria, na sala de aula. Esquecemos o básico, é ele o principal motivo da nossa existência. Equivocadamente desprezamos o nosso aluno e temos medo dos seus pais. Basta que um pai agende uma reunião para a escola toda iniciar a comum tática da especulação sobre o absurdo. “Agora o bicho vai pegar.” Ou então a famosa torcida do quanto pior melhor “Sei não, esse pai é uma fera, vai pressionar.” “Agora eu quero ver o que a diretora vai falar.”

Caros diretores precisamos avançar na direção das relações humanas. Inicialmente é necessário rever essa postura de que o aluno nada tem a colaborar e muito pouco pode cobrar da instituição. Isso é um erro, e dos grandes. Desde muito cedo as nossas crianças já participam junto às suas famílias das decisões do lar, escolhem o que preferem comer, vestir, sugerem o que preferem fazer e opinam a respeito de inúmeras coisas dentro da família, inclusive, em que escola estudar. A coisa mais comum é encontrarmos no período de matrículas mães levando os seus filhos com 3 ou 4 anos a escola para acompanhar a visita e a mãe pergunta – gostou meu filho ?

Portanto precisamos avaliar melhor como tratamos os nossos clientes e não podemos confundir educação, gentileza, respeito ao próximo com atendimento ao cliente. É claro que não se consegue um atendimento eficiente sem o pré-requisito ( eu disse PRÉ ) da educação e da gentileza. Expressões como bom dia, eu posso ajudar, obrigado, por favor e etc. devem fazer parte do vocabulário de qualquer pessoa civilizada. Agora eficiência no atendimento, velocidade nas respostas, clareza nas informações e comprometimento com o cliente e a sua causa, isso só conseguimos com treinamento de pessoal, qualificação, política de relacionamento, endomarketing e por aí afora. Não basta ser educado é preciso ser TAMBÉM eficiente e comprometido com o cliente ou então ficamos naquela velha fórmula do volte sempre, e o sujeito educadamente não volta nunca mais.

André Pestana
andrepestana@andrepestana.com.br

Prof. André Pestana: Um dos mais renomados teóricos em Gestão Educacional com ênfase empresarial do Brasil. Especialista em Marketing Educacional. Autor de vários livros, entre eles - Gestão e Educação: Uma Empresa Chamada Escola. Presidente da André Pestana Consultoria em Marketing e Gestão Educacional. Professor Universitário e de Pós Graduação. Coordenador Pedagógico do Ensino Médio do Colégio Módulo/SE. Professor da FANESE/SE.
Fonte: Portal Infonet
Ensino Superior
MEC vai fiscalizar 4 faculdades para apurar possíveis irregularidades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:58 hs.
27/01/2012 - Se encontradas falhas, instituições podem ser descredenciadas do programa.

O Ministério da Educação vai fazer uma apuração rigorosa em quatro instituições de ensino superior que oferecem o Programa Universidade Para Todos (Prouni) em Piracicaba. O objetivo é conferir o cumprimento da legislação referente ao programa. Na cidade serão fiscalizadas a Faculdade de Tecnologia (Fatec), Anhanguera, Salesiana Dom Bosco e Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Juntas, elas oferecem 1.163 bolsas pelo Prouni.

A decisão do MEC foi anunciada na quarta-feira (25) e será estendida a todas as instituições que oferecem o Prouni no Brasil. A medida foi tomada após notificação à Faculdade de Artes, Ciência e Tecnologia, de Salvador, para prestar esclarecimentos sobre a suposta cobrança indevida da anuidade escolar, como forma de driblar as bolsas parciais do programa.

Instituições
Em nota, a Anhanguera Educacional afirmou que é favorável a toda e qualquer ação de controle para que Prouni e Fies tenham seu funcionamento conforme previsto. A instituição oferece 465 bolsas pelo programa, das quais 308 de 50% e 157 integrais.

A Unimep informou que atende as exigências determinadas pela legislação que rege o Prouni e que o processo para o preenchimento de vagas é constituído por entrevistas coordenadas por assistentes sociais, entrega de documentos comprobatórios e encaminhamento às comissões internas para validação do candidato. A instituição disponibiliza 660 vagas para o primeiro semestre de 2012.

A Direção da Fatep esclarece que cumpre todas as determinações do MEC e fornecerá a documentação que lhe for solicitada. Reforça também que apoia uma averiguação rigorosa para que o programa se mantenha confiável e fidelizado às suas propostas. A instituição oferece 28 bolsas integrais pelo Prouni.

Até às 8h10 desta sexta-feira (27), a Faculdade Salesiana Dom Bosco não se manifestou sobre o assunto. A instituição oferece 10 bolsas pelo Prouni.
Fonte: Portal EP Piracicaba
Ensino Superior
César Callegari será o novo secretário de Educação Básica do MEC
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:53 hs.
27/01/2012 - Pelo Twitter, secretária Maria do Pilar Lacerda confirma que está deixando o ministério

Agência Brasil | 26/01/2012 14:39

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, informou nesta quinta-feira, dia 26, por meio do seu perfil no Twitter que está deixando a pasta. Em seu lugar, segundo ela, assume César Callegari, atual membro do Conselho Nacional de Educação (CNE). Em sua mensagem, Pilar deseja “sorte, energia e bom humor” ao novo secretário.

Sociólogo, César Callegari foi secretário municipal de educação de Taboão da Serra (SP) e duas vezes presidente da Câmara de Educação Básica do CNE. Atualmente, ele é diretor de operações do Serviço Social da Indústria (Sesi) em São Paulo e membro do conselho de governança do Movimento Todos pela Educação. A secretaria que ele irá assumir no MEC cuida dos programas ligados à educação básica – da creche até o ensino médio.

Pilar exerceu a função de secretária de educação básica desde 2007 e participou dos principais projetos da gestão do ex-ministro Fernando Haddad. Foi presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretária municipal de Belo Horizonte (MG).

A troca de Pilar por Callegari é a primeira a ocorrer após o ministro Aloizio Mercadante tomar posse, em substituição a Fernando Haddad, que vai concorrer à prefeitura de São Paulo.
Fonte: Portal IG
Gestão Educacional
Legislação Educacional
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:00 hs.
27/01/2012 - A CM Consultoria disponibiliza em seu Portal o hall de legislações educacionais (Portarias, Pareceres, Resoluções, Despachos, Leis e Súmulas) publicadas pelo Ministério da Educação e Cultura. Acesse em: http://www.cmconsultoria.com.br/legislacoes.php
Fonte: CM Consultoria
Gestão Educacional
Bom pagador do Fies poderá ter descontos em mensalidades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:24 hs.
27/01/2012 - O estudante que já tiver pago em dia 75% de suas mensalidades do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) poderá ter desconto para quitar o restante de sua dívida. A possibilidade está prevista no projeto de lei do Senado 124/07, de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que está pronto para votação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Existem duas possibilidades de desconto, segundo a proposta. Caso o estudante opte por quitação antecipada dos débitos restantes, poderá ser beneficiado com uma redução de 25% no montante a ser pago. Se preferir pagar cada parcela restante na data de vencimento, terá direito a um "bônus de adimplência" de 5%.

O projeto já obteve parecer favorável da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Agora, está pronto para entrar em pauta da CE, onde tramita terminativamente . O atual relator, senador Pedro Simon (PMDB-RS), apresentou voto favorável à matéria, apenas com uma emenda de redação. Em sua opinião, uma das vantagens da aprovação do projeto será a redução da inadimplência no Fies.

- Somos da opinião de que a premiação proposta se reverterá em prol de todos os estudantes. Com impacto máximo de 6,5% das receitas de mensalidades do fundo, a medida constitui importante incentivo à adimplência. Com isso, os gestores do fundo ganham com a redução de despesas para a cobrança de mensalidades em atraso, que hoje, em conjunto, alcançam aproximadamente 15% dos contratos celebrados no âmbito do fundo - afirma Simon em seu voto.

Segundo exposição de motivos apresentada pela autora do projeto, existem aproximadamente 400 mil estudantes beneficiados atualmente pelo financiamento do Fies. Como em todos os empréstimos bancários, porém, o Fies está sujeito a "oscilações econômicas" que aumentam a inadimplência, lembra a senadora.

- Por isso queremos incentivar e premiar o bom pagador, que, hoje, em uma cultura acostumada à inadimplência, tornou-se a exceção à regra - argumenta Lúcia Vânia.

Fechar
Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.
Fonte: Valor Econômico
Gestão Educacional
Grupo de trabalho prioriza sustentabilidade nos negócios dos empreendedores individuais
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:41 hs.
27/01/2012 - Próxima reunião das entidades participantes deve ser realizada até março

A sustentabilidade nos negócios dos empreendedores individuais (EI) deve ser um dos principais temas na pauta da próxima reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável pela gestão da categoria, prevista para ocorrer até março. Atualmente, há no país cerca de 1,9 milhão desses profissionais. O GT definirá as estratégias para, além de incentivar a formalização, avançar nas capacitações para a manutenção e desenvolvimento dessas atividades.

"O que se quer é possibilitar que os negócios já formalizados sobrevivam e possam crescer. Isso vai exigir o aperfeiçoamento de questões como o acesso desses empreendedores ao crédito, a capacitações e à simplificação de obrigações acessórias", explica Rogério Nagamine, diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, do Ministério da Previdência Social (MPS).

Esta será a primeira reunião após o GT ter sido criado pela Portaria Interministerial nº 10, publicada em 17 de janeiro no Diário Oficial da União. O grupo, que atuava extraoficialmente desde a criação do Empreendedor Individual, em julho de 2009, é coordenado pelo MPS e integrado por representantes dos ministérios da Fazenda, do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Também participam o Sebrae, o Comitê Gestor do Simples Nacional, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), bancos públicos, entidades municipalistas e do setor contábil.

O EI possibilita a formalização de empreendedores por conta própria como cabeleireiros, manicures e pedreiros. Eles pagam uma taxa fixa mensal de 5% sobre o salário mínimo para a Previdência Social mais R$ 1 de ICMS, se da indústria ou comércio, ou R$ 5, se forem prestadores de serviço. Em contrapartida, contam com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), podem vender para órgãos governamentais, acessar financiamentos especiais e contam com cobertura previdenciária, como aposentadoria e auxílio-doença.

Semana EI

O Grupo de Trabalho tem atribuição de monitorar a evolução do EI e seus impactos sobre a formalização, inclusão previdenciária e geração de renda; acompanhar o acesso desses empreendedores ao crédito e aos mercados; verificar entraves à expansão e à sustentabilidade desses negócios e propor medidas de aprimoramento. Para a gerente adjunta de políticas públicas do Sebrae, Inês Schwingel, a oficialização do grupo potencializa esse trabalho. "Isso legitima as decisões do GT e reforça o apoio às ações que ele define", explica.

Entre as ações do Sebrae junto ao Empreendedor Individual estão o incentivo à formalização, orientações para registro e capacitação. De 2010 a 2011, a instituição promoveu três mobilizações nacionais, chamadas de Semana do Empreendedor Individual, incentivando a formalização e orientando os empreendedores sobre o desenvolvimento de suas atividades. Ao todo, só nessas mobilizações, foram feitos mais de 122,6 mil registros. Em 2012, está prevista mais uma ação desse porte. Até 2015, o Sebrae pretende contribuir para a formalização de 2,3 milhões de EI.

Em 30 de junho de 2009, a instituição lançou o Sebrae Empreendedor Individual (SEI). O programa capacita aqueles que formalizaram suas atividades, com ênfase na gestão e no fortalecimento dos negócios. O SEI é composto por sete soluções, que abrangem como comprar, vender, planejar, unir forças para melhorar, controle de dinheiro, empreender e administrar. Até dezembro de 2011, foram realizadas por meio do SEI, em todo o país, 840 oficinas e houve mais de 10,7 mil empreendedores individuais capacitados.

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Fonte: www.administradores.com.br
Gestão Educacional
Cresce a participação de pessoas com 50 anos ou mais no mercado
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:40 hs.
27/01/2012 - Segundo o IBGE, a presença de pessoas com 50 anos ou mais no mercado de trabalho encerrou o ano passado em 22%

Foi-se o tempo que pessoas com mais de 50 anos eram sistematicamente substituídas por profissionais mais jovens dentro das empresas.

De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a presença de pessoas com 50 anos ou mais no mercado de trabalho está crescendo e encerrou o ano passado em 22%.

O número é 0,5 ponto percentual maior do que o apurado em 2010, de 21,5%. Em 2003, o grupo de 50 anos ou mais representava apenas 16,7% da população ocupada. Segundo o Instituto, no ano passado, os demais grupos etários apresentaram redução ou estabilidade na participação no mercado de trabalho.

Rendimentos
O estudo do IBGE analisou também o rendimento médio do trabalhador brasileiro em 2011 e, conforme o levantamento, no ano passado, o rendimento médio mensal encerrou-se estimado em R$ 1.625,46, um crescimento de 2,7% em relação a 2010.

Quando considerados os rendimentos de homens e mulheres, contudo, a pesquisa apontou disparidades entre os gêneros, sendo que as mulheres ganham em torno de 72,3% do valor recebido pelos colegas do sexo masculino. O rendimento delas ficou em R$ 1.343,81 e o deles, em R$ 1.857,64.

O instituto informa que a diferença permaneceu constante em relação a 2010, interrompendo os avanços que ocorreram desde 2007.

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Fonte: www.administradores.com.br
Gestão Educacional
5 coisas que um aperto de mão pode passar
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:37 hs.
27/01/2012 - Acredite ou não, um simples aperto de mão pode passar diferentes informações sobre uma pessoa e se estado de ânimo. O gesto, conhecido e utilizado em diversos países do mundo, pode mostrar bastante sobre você e seu estilo de vida.

Além de te ajudar a se relacionar com as pessoas e tratar de negócios, o aperto de mão também serve para mostrar confiança e aumentar suas forças ao longo do dia.

Veja a seguir 5 dicas para analisar e entender um aperto de mão:

1) Durante uma entrevista de emprego, procure se apresentar bem e capriche no aperto de mão para passar confiança e maturidade. Segundo um estudo divulgado pelo Journal of Applied Psychology, a qualidade do aperto de mão de mão é diretamente proporcional ao número de pessoas que são selecionadas no processo.

2) Muita coisa sobre sua personalidade pode ser aprendida através da análise do aperto de mão. Um simples gesto pode revelar seu estado de ânimo e mostrar se você é uma pessoa extrovertida e bem humorada.

3) Ter o contato físico com uma pessoa acaba nos deixando mais corajosos na hora de se arriscar em novos projetos, melhorar a performance da equipe e ser mais persuasivos.

4) O aperto de mão, feito da maneira adequada, pode ajudar a nos estimular e nos prevenir de doenças e até mesmo crises psicológicas.

5) Este tipo de saudação também pode ser importante para a vida sexual de uma pessoa, já que um ser humano que se relaciona bem tem muito mais chance de aumentar o número de parceiros sexuais.
Fonte: www.administradores.com.br
Ministro da Educação
Agenda do Ministro
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27/01/2012 - Brasília, sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Despachos internos

Fonte: Portal Mec
Central do Conhecimento
Código da Liderança: Implicações para Ação
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:29 hs.
27/01/2012 - Assista ao Prof. Carlos Monteiro falando sobre o tema: Código da Liderança: Implicações para Ação.

Clique aqui para assistir.
Fonte: CM Consultoria
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